Tocou em mim um gesto. Violarem a alma,
Anonimamente!
Apoderaram-se da vida de todos
Os direitos humanos e como cidadã.
Anonimamente!
Tirando o direito ao sigilo e privacidade.
Anonimamente!
Vingam-se de um crime que não cometi.
Anonimamente!
Levanto-me, dou voz ao ser onde habito
Consciente, luto pelos direitos de cidadão
Anonimamente!
Colocam-me de rastos, continuam a violar.
Anonimamente!
Se ri e fazem chacota.
Anonimamente!
Viram os rostos, Silencio!
Um silêncio impotente e imponente.
Silêncio! E paraliso…
Consciencializo-me da violência
Olho no fundo dos olhos!
Vazio e profundo
Espiral…
Parto sem retorno.
Violada e abandonada,
Inocente, amordaçada.
Levanto a cabeça e sigo em frente!
Ninguém.
Nem incolor!
Nem cor!
Longe de ser perfeito ou até imperfeito
Abstracto no sentido!
Nem amor!
És o perigo que recuso…
Viver, Ver, Ouvir, Tocar, Cheirar, Sentir de novo!
Perdoo, esquecer não consigo!
As violações cometidas,
As contas excessivas, exercidas…
As métricas e areométricas inventadas.
Perdoo, há consequência!
Não por meu desejo mas raciocínio.
Lei contida no universo
Ou não seja eu, Maria.


Comentários
Enviar um comentário