As lágrimas que me cai já não são minhas
Agarrei no sangue que brota em meu peito
 E bebi a jeito de cicatrizar a dor.

Não, não é amor! Nem mesmo falta deste

É a simples queda,
A queda na crueldade da humanidade!

Já nada me doí
Nem a carne, nem os sentidos
Apenas cumpro o que prometi

E de novo estou eu aqui
No caminho a descoberta
De uma eternidade incerta
Na certeza porem desta vida.

Os sorrisos? Acabaram!
A dor os mastigou.
E neste peito seco, a cada greta rebentou
Um novo fruto...

O amor que dou não espero
E vou sem mágoa mas completamente... 
Diferente
E desumanizada.


Vieirinha Vieira "DESUMANAMENTE"



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